2011-09-02 • Final atingida com sucesso
Depois do calvário das lesões, depois de muitas provas sem o nível desejado, Nelson Évora voltou ao clube dos 17 metros com alguma facilidade, sem ter de forçar muito, sem precisar de uma qualificação sofrida para ter direito à final. Ao primeiro ensaio o português alcançou os 17.05 metros, que teriam sido mais que suficientes para a final, mas para ter a final garantida com qualificação directa tentou um segundo salto. Com marca de qualificação de 17.10 metros o português conseguiu bons 17.20 metros, o que dão outro alento para a final onde não se assume como candidato às medalhas, embora os seus adversários tenham mostrado algumas fragilidades competitivas. O que mais saltou foi o cubano Alexis Copello, com 17.31 metros, com Nelson Évora a ter conseguido o segundo melhor resultado desta qualificação. E agora tudo se torna possível, sem obrigação de medalhas e sem que se possa exigir ao ainda campeão olímpico a necessidade de ser campeão do Mundo. A época de Nelson Évora foi recheada de problemas físicos e pessoais e a chegada num bom momento a Daegu não significa que tenha igualdade de oportunidade em relação a outros grandes atletas mundiais, que se prepararam a 100% a pensar exclusivamente nas medalhas. Se pensar nas medalhas é atractivo, lutar por elas é outro assunto e em épocas passadas Nelson treinou bastante para as conseguir, infelizmente não tanto como conseguiu treinar nesta época e, no máximo, o português poderia lá chegar como verdadeiro outsider da competição. Sem o líder mundial do ano, Teddy Tamgho, até pelo estatuto que possui, Philips Idowu é o grande candidato à vitória, do ponto de vista de Nelson Évora e se em Berlim foi o português a tentar defender o seu título, em Daegu cabe ao britânico defendê-lo, sendo sobre ele a principal pressão, tanto que estamos a um ano dos Jogos Olímpicos de 2012, que se irão realizar precisamente em Londres. Acima de tudo, com Daegu, Nelson Évora ganhou algo mais importante que tudo o resto, um enorme sorriso e ânimo, mas também com a certeza que independentemente do resultado destes Mundiais o seu percurso rumo ao grande objectivo ainda não está concluído, porque essa é uma estrada que só desagua em Londres e esse objectivo tem ainda um ano pela frente... RESULTADOS (Triplo – Qualificação): 1. Alexis Copello (Cuba) – 17.31 2. Nelson Évora (Portugal) – 17.20 3. Will Claye (EUA) – 17.19